
Na próxima sexta-feira, 26 de junho, a Associação Catarinense de Artistas Plásticos (ACAP) abre mais uma exposição coletiva de 2026, reunindo nove artistas associados em releitura de um dos fundadores da entidade. O homenageado desta vez será Ernesto Meyer Filho, que se autoproclamava “Embaixador de Marte junto ao Planeta Terra”.
Meyer Filho, de quem já falei neste espaço, foi bancário por profissão, mas artista plástico por vocação. Atuou como desenhista, pintor e tapeceiro, colaborando em jornais da capital com charges. Entre suas obras mais recorrentes estavam os “galos”, pintados em todas as formas e cores, tornando-se quase uma marca registrada de sua produção.
A ACAP já dedicou exposições coletivas aos oito fundadores da Associação. Neste ano de 2026, prestou homenagem a Franklin Cascaes em uma vernissage que contou com a presença de um “bruxedo”, no melhor estilo do homenageado.
Agora, os artistas apresentam a mostra Meyer Filho – O calculista delirante, com releituras de sua obra. As peças estarão expostas no Instituto Meyer Filho, espaço cultural da Prefeitura de Florianópolis localizado na Praça XV de Novembro, no centro da capital.
Participam da exposição: Audrey Laos, Gelsyr Ruiz, Larissa Arpana, Maria de Minas, Maria Esmênia, Onildo Borba, Ricardo do Rosário, Rodrigo Gonçalves e Sílvia da Ros. A curadoria é de Meg Tomio Roussenq.
Serviço
- O quê: Exposição Meyer Filho – O calculista delirante
- Quando: Abertura em 26/06/2026, das 16h às 18h
- Visitação até 24/07/2026, de segunda a sexta, das 12h às 18h
- Onde: Instituto Meyer Filho — Praça XV de Novembro, 180, Centro, Florianópolis
Texto de José Carlos Sá.
Sobre a minha obra
A lenda da Coruja Cósmica, há muito tempo esquecida, diz sobre um ser que veio do espaço, muito parecido com aves terrestres. O mundo onde vivia era um lugar fantástico e colorido com outros seres exóticos, com formatos que variavam desde galos até bernunças. Segundo registros dos locais de Florianópolis, ao chegar na Terra, transmutou-se na forma de coruja, para que pudesse conviver em meio aos outros animais. Porém, não conseguia respirar o ar do nosso planeta e foi obrigada a utilizar seu capacete cósmico. Por este motivo, não gostava de ser vista e vivia escondida nas florestas da Ilha do Desterro. A última pessoa que a viu, enlouqueceu e se jogou da Pedra do Frade, na Lagoa da Conceição. Desde então, ficou conhecida por trazer mal agouro para quem a avista. Baseado nesta trágica lenda, fiz essa pintura, retratando o ser galáctico, apesar de nunca tê-lo visto.

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